Projeção das Eleições para o Senado Federal

Por Thiago Rego de Queiroz (*)

 

Nas eleições gerais de outubro, um terço (27) das cadeiras do Senado Federal estará em disputa. Dos 27 senadores em final de mandato, 11 não serão candidatos a nenhum cargo eletivo, dez concorrem à reeleição, três disputam uma vaga na Câmara dos Deputados, um será candidato a vice-governador, um será candidato a suplente de Senador e outra será candidata a deputada estadual.

Além das vagas em disputa, 22 dos 54 senadores que possuem mandato até janeiro de 2019 concorrem aos cargos de governador, de presidente e de vice-presidente da República, sendo que em três estados – Paraíba, Paraná e Rio de Janeiro –, haverá confronto direto entre senadores na disputa aos governos estaduais.

O PSDB e o PMDB são os partidos que possuem mais senadores em final de mandato, seis cada, o PTB tem cinco, o PT possui três, o DEM e o PDT dois cada, e, por fim, o PCdoB, o PP e o PR possuem um cada.

Entre os dez candidatos à reeleição, quatro despontam como favoritos em seus estados – Álvaro Dias (PSDB/PR), Fernando Collor (PTB/AL), Kátia Abreu (PMDB/TO) e Maria do Carmo Alves (DEM/SE) –, dois aparecem com chances consideráveis de êxito – Acir Gurgacz (PDT/RO) e Eduardo Suplicy (PT/SP) –, e outros quatro possuem chances um pouco menores de renovar o mandato – Gim Argello (PTB/DF), Mário Couto (PSDB/PA), Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR) e Pedro Simon (PMDB/RS).

Por outro lado, dos 22 senadores com mandato até 2019 que concorrem a outros cargos, seis aparecem como favoritos em disputas para os governos estaduais – Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), Delcídio do Amaral (PT/MS), Eduardo Braga (PMDB/AM), Pedro Taques (PDT/MT), Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) e Wellington Dias (PT/PI) –, outros cinco possuem boas chances – Ana Amélia (PP/RS), Armando Monteiro (PTB/PE), Eduardo Amorim (PSC/SE), Eunício Oliveira (PMDB/CE) e Roberto Requião (PMDB/PR) –, e outros nove terão mais dificuldade de êxito – Ângela Portela (PT/RR), Ataídes Oliveira (PROS/TO), Benedito de Lira (PP/AL), Gleisi Hoffmann (PT/PR), Lídice da Matta (PSB/BA), Lindbergh Farias (PT/RJ), Marcelo Crivella (PRB/RJ), Paulo Bauer (PSDB/SC) e Vital do Rego (PMDB/PB). Além desses, dois senadores – Aécio Neves (PSDB/MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) – compõem uma chapa na disputa para presidente da República com pouca chance de êxito.

Neste sentido, apenas para exemplificar, supondo que ao menos os seis senadores que despontam como favoritos consigam ser exitosos nestas eleições, haveria uma pequena alteração na atual distribuição das bancadas partidárias, uma vez que três partidos perderiam um assento no Senado Federal – PSB, PT e PDT – e outros três herdariam uma cadeira – PSD, PSC, PPS.

Levando em consideração apenas os senadores titulares dos mandatos, mesmo que estes estejam licenciados, como são os casos dos ministros Garibaldi Alves (PMDB/RN) e Marta Suplicy (PT/SP), mas que certamente retornarão ao exercício do mandato no início de 2015 para participar da eleição da nova Mesa Diretora do Senado Federal, e com base nos dados supramencionados aliados a cinco critérios de avaliação – pesquisas eleitorais, tempo de propaganda no rádio e na televisão, poder político, poder econômico e pelo fato de o candidato ser ou não detentor de mandato eletivo –, projeta-se o seguinte cenário de representação partidárias no Senado Federal, a partir de 2015.

*Bancada remanescente (com mandato até 2019) + eleitos em 2014 + suplentes que podem assumir em virtude da eleição do titular para governos estaduais - senadores que podem ser eleitos para governos estaduais.
 

Tal como ocorre atualmente, as três maiores bancadas serão, respectivamente, do PMDB, do PT e do PSDB. O PMDB poderá tanto reduzir em cinco sua representação como ampliá-la em um, o PT pode tanto perder dois assentos como ampliar em três, o número de senadores, já o PSDB pode tanto perder três representantes como ter um a mais que a atual bancada.

O partido que mais perde em termos proporcionais é o PTB. Dos atuais seis senadores, o partido poderá perder de três a cinco representantes. O PSD pode ganhar de um a três senadores. O PSB pode tanto manter a atual representação como ampliar em até três. Já o PPS, que embora não possua representação na Casa, nem possua candidatos competitivos na disputa para o Senado Federal, poderá herdar a cadeira do senador Pedro Taques (PDT), que é favorito na disputa ao governo de Mato Grosso.

Partidos como Pros, Psol e SD podem ficar com a mesma bancada ou acrescentar um senador à bancada, enquanto PP e PCdoB tanto podem ficar do mesmo tamanho como podem perder uma cadeira cada. DEM e PR podem tanto reduzir como ampliar, em um, sua atual bancada, e PDT pode tanto reduzir como ampliar, em dois, sua representação.

*Os nomes em negrito aparecem em primeiro nas pesquisas de intenções de votos.

 

 (*) Tecnólogo em Redes de Computadores, Graduando em Direito e Diretor da Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical.